Comunicado da Presidência

COVID-19 – Comunicado do Ministério da Saúde da Argentina

Resumo:

  • La soledad es una realidad para las personas que se infectan con SARS-CoV-2 y la misma
    empeora al ser transferidas a unidades de cuidados intensivos.
  • Las personas internadas por COVID en situaciones especiales (mujeres en trabajo de parto,
    menores de edad, o personas con problemas mentales, autismo o discapacidad) necesitan
    de acompañamiento y por ende deben ser tratadas de manera excepcional.
  • Se deben garantizar aspectos que permitan un proceso de morir con dignidad para el
    paciente en situación de últimos días (SUD), como así también permitir a los
    familiares/allegados la posibilidad de despedida presencial de sus seres queridos.

 

Recomendaciones para el acompañamiento de pacientes en situaciones
de últimos días/horas de vida y para casos excepcionales con COVID-19

 

  • El propósito de este protocolo es lograr que dentro de las posibilidades de cada
    establecimiento y/o servicio sean menos las personas que mueran solas y puedan promover
    un alivio emocional del círculo afectivo del paciente en SUD.
  • A pesar de los esfuerzos realizados, muchos servicios de salud atraviesan falta y sobrecarga
    de personal y no cuentan además con infraestructura adecuada; se trata de condiciones que
    pueden dificultar el cumplimiento de estas recomendaciones.
  • Se recomienda armar un equipo especial para estas situaciones, el equipo debería incluir
    médicos/as, enfermeros/as, profesional de la salud mental, profesional social (trabajador/a
    social por ejemplo).
  • La estrategia de comunicación debe considerar quienes serán los interlocutores del equipo
    que se comunicarán con las familias y como se llevará adelante el acompañamiento
    presencial (colocación supervisada de colocación y retiro del equipo de protección personal
    adecuado).
  • Los acompañantes deben reunir las siguientes condiciones: tener preferentemente entre 18
    y 60 años, gozar de buena salud en general, no estar embarazada, no tener factores de
    riesgo.
  • Existirá un consentimiento informado a firmar, donde se aclare el riesgo potencial.
  • Explicar procedimientos permitidos y desaconsejados, maximizar medidas de higiene
    personal y respiratoria y no compartir utensilios, alimentos, bebidas.
  • Es recomendable que el familiar/allegado designado reciba apoyo y contención de
    especialistas en salud mental en el manejo de situación de final de vida y duelo.
  • Se debería informar al familiar/allegado que puede considerarse “contacto estrecho” si
    hubiera alguna falla en las medidas de cuidado (en cuyo caso deberá realizar el
    correspondiente aislamiento). El acompañante permanente será considerado como
    “contacto estrecho”.
  • Siempre que la condición del paciente lo permita, se debería brindar al familiar/allegado la
    posibilidad de contactar a la familia/allegados a través de dispositivos digitales con
    comunicaciones o video llamadas.
  • Establecer recomendaciones para el destino del cadáver.
  • Es altamente recomendable que la institución ofrezca supervisión y contención al equipo de
    salud involucrado en el presente procedimiento.
  • La institución debe evaluar en los trabajadores la presencia de elementos de burnout, estrés
    postraumático y otros eventos que afecten la salud mental de los mismos. Es conveniente
    que se generen espacios para escucha activa, contención individual y para líderes de
    equipos.
  • De poder implementarse, es importante que las instituciones cuenten con equipos de
    cuidados integrales (paliativos) y con equipos de soporte espiritual y duelo
  • Si bien estas recomendaciones están referidas a los pacientes SUD COVID-19, para los demás
    pacientes SUD nuestra recomendación es continuar con las prácticas habituales, que
    contemplan los cuidados éticos y humanísticos que requieren esos momentos, y de acuerdo
    a los protocolos de cada institución.

Leiam a matéria completa: 

https://www.argentina.gob.ar/sites/default/files/recomendaciones_situacion_ultimos_dias_horas_de_vida_pacientes_covid.pdf

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CORONA VÍRUS – COVID 19  E  DIABETES  MELLITUS

Em todos os países em que a PANDEMIA   se instalou as informações foram de que diabetes , portadores de doença cardiovascular e idosos , ou pessoas que tem as três comorbidades ,o que e’ muito comum , são mais suscetíveis
em adquirir a infecção a este vírus .

Uma vez instalada a infecção pelo corona vírus a evolução e’ ruim com complicações graves que podem levar à morte.  Os primeiros 10 casos de morte no Brasil quatro foram de pessoas com diabetes.

Infelizmente esta proporção se mantém em cerca de 40% para portadores de diabetes na mortalidade geral .

Sabe-se que a morte e’ causada por múltiplas lesões tromboembólicas, pneumonia grave com queda importante na oxigenação ,com características próprias   nas  imagens por tomografias ,e comprometimento cardio circulatório.

Um novo estudo de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Universidade de Harvard, ambos em Cambridge USA,  ao lado de colegas de outras instituições , identificaram como as células são atacadas pelo  SARS-CoV-2.

O estudo – cujas descobertas aparecerão em breve na revista Cell mostra duas proteínas que atuam como receptores para invadir as células hospedeiras e se replicar. Essas proteínas são a enzima conversora de angiotensina 2 (ACE2) e a protease transmembranar serina 2 (TMPRSS2).

Observando as células das passagens nasais, pulmões e intestino delgado, os pesquisadores foram capazes de identificar os tipos de células nas quais o SARS-CoV-2 provavelmente “se agarra”.

Os pesquisadores descobriram que nas passagens nasais, as células secretoras de cálice” – que produzem muco – expressam RNA que lhes permite produzir tanto ACE2 quanto TMPRSS2.

No tecido pulmonar, eles se estabeleceram nos pneumócitos tipo II, que são as células que revestem os alvéolos (sacos de ar) e permitem que eles permaneçam abertos.

O resultado clínico e que vai desde leve desconforto respiratório até formas graves da insuficiente oxigenação necessitando respiradores, que tanto faltam em todo o sistema de saúde.

Concomitante ao quadro pulmonar ,ocorrem uma tempestade de citoquinas inflamatórias , com aumento expressivo de biomarcadores com a Interleucina 6 IL6  , proteína C reativa PCR ,ferritina , D-dímero  ,aumento do
fibrinogênio e da coagulação intravascular ocasionando tromboembolismo .

A resposta diminuída do sistema imunológico já conhecida nos diabéticos agora agravada pela infecção e lesão direta do pâncreas pelo vírus, dispara a hiperglicemia para complicar mais ainda o estado geral  .

Outra discussão  importante é que o COVID-19  tem alta afinidade pela ECA 2  , enzima conversora de angiotensina2  que foi demonstrado ser o receptor de entrada do vírus .

Esta enzima está presente nos rins ,coração , pulmões e em maior nível no tecido adiposo, possivelmente uma das causas de maior mortalidade nos obesos (?)

Aqui fica a grande dúvida, pois a maioria dos pacientes com as três maiores causas de mortalidade, usam os hipotensores iECA inibidores da enzima conversora de angiotensina ( Enalapril e similares), bem como os BRA bloqueadores do receptor da angioten-sina (losartana e similares), que aumentam a expressão da ECA2, que poderiam aumentar a suscetibilidade da entrada do Covid-19 e a sua propagação ?

Estes achados ainda não comprovados fizeram com que as maiores entidades no assunto se manifestassem contra a parada destes medicamentos ou sua substituição.

Muitas pesquisas estão em andamento para desvendar como o inimigo, que veio da China, se comporta e muitos medicamentos em estudos controlados, randomizados estão em ritmo acelerado, bem como o desenvolvimento de vacinas.

Até que não tenhamos esta proteção, o melhor remédio é o isolamento para evitar a contaminação individual e a propagação.

Daí vem o “FIQUE EM CASA”.

NA ESPERANÇA DE SUPERARMOS ESTA CRISE DA HUMANIDADE, QUEM SABE OS HUMANOS, OS ÚNICOS QUE SÃO ATACADOS, POSSAM RESPEITAR O PLANETA E AOS SEUS SEMELHANTES.

Referências Bibliográficas:

COVID-19 AND DIABETES: KNOW LEDGE IN PROGRESS. Akhtar Hussain, al Diabetes Research and Clinical Practice Elsevier, 162 (2020) i08142 Risk of COVID-19 for patients with obesity. Obesity Reviews 2020, 1-2. wileyonline library.com/journal/obr Diabetes is a risk factor for the progression and prognosis of COVID-19. Diabetes Metab Res Rev. 2020; e3319 https://do.org/10.1002/dmrr:3319

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho
Presidente ANAD – FENAD
Profº. Titular Endocrinologia FMABC
Member IDF Task Force Insulin                                                                                                                      Presidente Eleito SACA (2021-2022)

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Posicionamento ANAD/FENAD Sobre Sucralose

Considerando as controvérsias lançadas por artigo da UNICAMP sobre a sucralose, que quando aquecida liberaria substancias potencialmente toxicas denominadas HAPs (hidro carbonetos aromáticos policíclicos), segue aqui manifestação sobre o assunto.

Os HAPs são substâncias potencialmente tóxicas que estariam possivelmente envolvidas em carcinogênese e mutações.

Existem fontes desses HAPs em nosso ambiente provocados por processos químicos, poluição ambiental, queima de madeiras, defumações, torrefação de alimentos e em plásticos de embalagens.

O estudo da Unicamp utilizou a sucralose em forma diferente do uso comum diário. Além disso, a quantidade utilizada na pesquisa foi muito maior do que a média do consumo diário. Precisamos ter cuidado nas pesquisas e nas comunicações, uma vez que, até o mais puro e necessário ingrediente à vida, que é a água, se ingerida em quantidade excessiva é prejudicial, levando a sérios problemas, inclusive à morte. Outro exemplo é a medicação mais conhecida no mundo (a aspirina) que apesar de seus benefícios terapêuticos, pode causar graves lesões pela inadequação de seu uso.

O acesso ao site http://www.fda.gov/Food/default.htm em 25/11/2016 nos dá a seguinte informação:

A sucralose é um edulcorante de uso geral para uma grande variedade de alimentos.

É ESTÁVEL AO CALOR, o que significa que permanece doce mesmo quando submetido a altas temperaturas durante o cozimento, tornando-o adequado como substituto do açúcar em alimentos assados.

“Para determinar a segurança da sucralose, a FDA fez uma avaliação de dados de mais de 110 estudos em humanos e animais. Muitos dos estudos foram desenhados para identificar possíveis efeitos tóxicos, incluindo efeitos cancerígenos, reprodutivos e neurológios. Esses efeitos não foram encontrados, e a aprovação da FDA é baseada na descoberta de que o uso da sucralose é seguro para consumo humano”.

FDA Discussão Papel T98-16.

“Os adoçantes de baixas calorias, nos Estados Unidos, foram submetidos a testes extensos antes de ser aprovados. Os resultados mostram que os adoçantes de baixas calorias são seguros para todos, incluindo crianças e mulheres grávidas. Sucralose é o mais novo adoçante com baixas calorias no mercado. Sucralose não é afetado pelo calor e mantém a sua doçura em bebidas quentes, pães e alimentos processados”.

American Diabetes Association.

A International Sweeteners Association publica em 27/09/2016:

“Asucralose é segura e não causa câncer: Nova revisão da evidência científica é consistente com a decisão regulatória”. Uma nova sistemática revisão publicada em Setembro de 2016 por Berry* e colaboradores na revista “Nutrition and Cancer”, mostrou todas as evidências disponíveis e estudos testando a segurança e a cancerogenicidade da sucralose e confirmou que este adoçante é seguro para o consumo e não causa câncer, mesmo que exposto a níveis de diferentes ordens de magnitude, maiores do que os níveis de ingestão diária.

Revisando a literatura científica nesta área, através de pesquisas sistemáticas de estudos disponíveis, tanto os pesquisadores independentes quanto os contratados pela indústria, chegam à conclusão que:

– Não há evidencias de preocupações químicas ou toxicidade.

– Em nenhum metabólito da sucralose foi encontrado cancerogenicidade.

– Não houve trocas genéticas observadas que pudessem indicar causa/efeito de câncer.

– Em doses 1000 vezes maiores do que a ingestão diária máxima, os estudos de toxicidade e cancerogenicidade mostraram que “não existe evidência potencial na sucralose”.

Maiores informações acesse o site oficial – Nutrition and Cancer: An International Journal.

A cada lançamento de sucesso, tanto da indústria farmacêutica como alimentícia, surgem contestações que por muitas vezes tentam usar a ciência na disputa econômica de mercado de consumo.

Os adoçantes, sem dúvida, e principalmente a sucralose, vieram ocupar um importante lugar na substituição do açúcar, auxiliando em muitas doenças, em especial Diabetes e Obesidade que são males epidêmicos de nossos tempos. Autoridades americanas e inglesas, reconhecendo os malefícios dos alimentos com açúcar, fizeram alertas importantes e “declararam guerra contra o açúcar” e aumentaram os impostos dos alimentos que o contém. O mundo está ficando “gordo” e, portanto, algo tem que ser feito. A substituição do açúcar pelos adoçantes é uma medida que deve ser incentivada, juntamente com o combate ao sedentarismo.

Lembramos ainda que a quantidade utilizada ao dia deve respeitar a dose indicada pelo FDA.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho
Presidente ANAD – FENAD
Profº. Titular Endocrinologia FMABC
Member IDF Task Force Insulin

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DOSSIÊ PARA SOLICITAÇÃO DA INCORPORAÇÃO DE INSULINAS ANÁLOGAS DE AÇÃO RÁPIDA, NO TRATAMENTO DE INDIVÍDUOS COM DIABETES MELLITUS TIPO I NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE BRASILEIRO

Foi finalizado ,na última sexta-feira, a  solicitação de incorporação de insulinas análogas rápidas para as pessoas com DM1 do Brasil.
Foi encaminhado o documento final da submissão. Caso vocês queiram ou precisem o número do Protocolo do SIPAR é  25000.084764/2016-46.
Aproveitamos para agradecer-lhes todos os esforços neste processo de incorporação.
A união das Sociedades de Profissionais de Saúde e Entidades Representativas de Pacientes com Diabetes fortalece o nosso pleito.
Karla F S de Melo
Luciana Bahia
Luiz Alberto Turatti
Representante da SBD para os Projetos de Insulinas Análogas.
Para acessar o documento (clique aqui):
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Prezados Leitores,

Ao longo de 12 anos temos trazido aos nossos leitores, informações atuais dos grandes Congressos Internacionais, ADA ® – American Diabetes Association , EASD – European Association for the Study of Diabetes e IDF – International Diabetes Federation entre outros.

Também trazemos informes dos lançamentos e as novidades que surgem continuamente durante o ano, selecionando e compilando todas estas informações para os nossos queridos leitores, em seis edições anuais, impressas.

Acompanhando a evolução e avanço da informática no mundo atual, onde quase tudo passa a ser digital, que leva a uma maior divulgação.

Também por uma posição ecologicamente correta, de economia de papel em preservação de nossas florestas e em defesa do meio ambiente, passamos a editar nossa revista por meio digital.

Não só esta tendência, mas também a crise econômica que assola o país, resultante da má administração e da corrupção “nunca antes vista na história da civilização”, nos levou, como a todos os brasileiros, a repensar nossos gastos e a adotar medidas mais austeras.

Assim sendo, os assinantes anuais receberão um link para as edições digitais e as edições atrasadas continuarão à disposição gratuitamente no nosso site.

De acordo com as possibilidades e necessidades continuaremos a produzir edições impressas.

E assim nossa revista Diabetes Clínicas vai de encontro ao futuro, neste formato moderno que os novos tempos impõe.

Com nossos agradecimentos, enviamos abraços a todos.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho

Presidente ANAD – FENAD

Profº. Titular Endocrinologia FMABC

Member IDF Task Force Insulin


 

A Guerra Contra o Açúcar

As declarações do primeiro ministro britânico David Cameron sobre a “Crise de Obesidade” na Inglaterra, chama a atenção do problema que já foi advertido pela OMS Organização Mundial de Saúde:

A existência de duas epidemias gêmeas no mundo: Obesidade e Diabetes.

O problema principalmente do D.M e suas consequências levou a ONU Organização das Nações Unidas a fazer uma advertência a todos os países, para que façam programas de atenção e prevenção ao D.M e obesidade tendo em vista os altos custos sociais e econômicos aos seus sistemas de saúde.

Estes sistemas de saúde oficiais, quer através de Ministério da Saúde ou dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH nos Estados Unidos e Inglaterra) tem tentado conter essas epidemias através de medidas educativas e mudança de hábitos alimentares, porém com poucos resultados. David Cameron embora reconheça que existam os meios educativos e outros, enfatiza que poderá impor aumento de impostos até 50% em alimentos com açúcar, a fim de inibir o consumo desses alimentos e bebidas açucaradas. Observa ainda, que não apenas a obesidade, mas também as suas consequências como doenças do coração, câncer e Diabetes vem deteriorando as finanças do NIH. Seria esta a solução?

A sobretaxa nestes produtos inibiria seu consumo? Acho que o problema é mais complexo do que se pode superficialmente analisar.

Estudos mostram nos Estados Unidos que o consumo de açúcar e carboidratos está ligado não só a hábitos errôneos de alimentação, mas também pelo fato de que em toda parte do mundo, esses alimentos são mais baratos, há maior facilidade de acesso e menor necessidade de cuidados na conservação, fazendo desses alimentos os preferenciais das camadas menos favorecidas social e economicamente.

Uma das medidas seria a atuação dos governos junto às indústrias alimentícias na correção dos excessos de açúcar e carboidratos. Transportando a experiência do tabagismo, coibir a propaganda maciça na mídia, que atinge principalmente as crianças. O governo americano também dispara contra o açú- car através da publicação do “Guia de Diretrizes Alimentares para Americanos 2015-2020”.

O documento tenta influenciar a indústria alimentícia e consumidores a tomar decisões sobre sua dieta. Uma das recomendações é de que o consumo do açúcar em qualquer alimento não deva ultrapassar 10% das calorias diárias, e a mesma recomendação percentual com relação à ingestão de gordura saturada: Carnes gordas, queijos e gordura do leite, além de não mais que 1,5g de sal.

Você leitor e profissional, calcula o valor calórico total de sua dieta? Sabe quantas gramas de sal ingere por dia?

O fato real é que nos países mais desenvolvidos ocorrem a obesidade e o Diabetes em decorrência dos maus hábitos e excessos alimentares. Há de se considerar que o avanço tecnológico também traz o sedentarismo que contribui para o surgimento das doenças epidêmicas.

Para o Diabetes continuamos a nossa guerra contra o açúcar que fornece o principal combustível que alimenta o desencadear e descontrole do Diabetes mellitus.

Apesar da permissividade de parte dos nutricionistas, somos frontalmente contra o nosso inimigo número 1 – o açúcar, para os portadores de Diabetes.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho

Presidente ANAD – FENAD

Titular Endocrinologista Fac. Med. FMABC

Member IDF Task Force Insulin

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Cresce a Conscientização em Diabetes

Desde a instituição do 1º Dia Mundial do Diabetes em 1997, cujos objetivos visavam a divulgação da doença para a conscientização das pessoas com Diabetes, autoridades, gestores de saúde e imprensa, temos observado que, ano a ano crescem as ações nesse sentido.

A luz azul e o círculo azul adotados como símbolo da união pelo Diabetes se espalham pelo mundo na demonstração do apoio à causa e do desafio que é o Diabetes e suas complicações.

Fomos pioneiros nessa iniciativa levando para a população do ABC-SP as primeiras campanhas de Diabetes já em 1984.

Esta investigação foi muito importante, uma vez que à época se falava em 3% da população com Diabetes e nestas campanhas revelou-se um percentual de 6,8%. Alertados por esses números foi feita a primeira e mais importante pesquisa de prevalência no Brasil, lideradas por Dr. Domingos Malerbi e Dr. Laércio Joel Franco, onde foi mostrado o percentual de 7,6% da população brasileira com Diabetes em 1988/1989.

A Anad vem realizando estas ações anualmente com uma campanha desde quando lá iniciamos como presidente. Ao assumirmos a presidência e reorganizamos a FENAD, levamos esta ideia para o Brasil, estimulando as Secretarias de Saúde e as Associações a realizar ações pelo Dia Mundial do Diabetes, desde então sob a chancela da IDF.

A introdução do glicosímetro no Brasil, mais a divulgação da idéia da conscientização e da necessidade de diagnóstico precoce, se espalhou de tal forma que entidades não médicas como clubes de serviços, administradoras de rodovias e outros, começaram a participar deste movimento para averiguar a glicemia da população.

A FENAD continua coordenando a Campanha em todo o Brasil, enviando a estratégia de atuação e modelo de todo o material gráfico a todos os participantes.

As realizações das entidades são extremamente gratificantes, pois as sementes lançadas frutificam envolvendo profissionais de saúde, universidades, gestores de saúde, imprensa e apoiadores em prol de uma única causa: O Diabetes.

A Anad, temos que lembrar, realiza a mais completa campanha pelo Diabetes com avaliações para preven- ção e tratamento de todas as complicações do Diabetes, atendendo anualmente a um número recorde de pacientes.

Vivenciamos exemplos desses frutos ao ser convidados a participar de campanhas nos municípios de Janaúba -MG e Itabuna-BA, que aderiram à Campanha Nacional da FENAD.

Em Janaúba-MG houve uma mobilização liderada pelo Secretário de Saúde da Cidade, que promoveu ações no município com glicemia capilar, avaliação de pés, de olhos e orientação. Na Câmara Municipal, com a presença do prefeito e secretário da saúde, lideranças universitárias da área de saúde e dos clubes de serviços como Rotary e Lions, tive a oportunidade de realizar palestra sobre a importância e o impacto do Diabetes.

Em Itabuna a união da ADISTA (Associação dos Diabéticos de Itabúna) dirigida pela Dra. Marluce Leão, com o Hospital dos Olhos deu um exemplo de ação completa com ampla divulgação na imprensa, luz azul em toda a cidade e apoio da TV Record regional que mostrava na TV as casas que se iluminavam de azul, divulgando o evento, chamando a população, cobrindo o evento ao vivo e apresentando shows com cantores regionais. O Mutirão teve o apoio irrestrito da prefeitura, com participação ativa do secretário de saúde e do Hospital de Olhos Beira Rio, dirigido pelo Dr. Rafael de Andrade, grande organizador desta ação que se repete já há onze anos. Dr. Rafael abriu seu hospital para avaliações das complicações do Diabetes, em especial retinopatia e catarata e aplicação de laser. O exemplo dado por Itabuna, fartamente documentado em fotos e vídeos será apresentado no Congresso IDF em Vancover, como exemplo de ações de sucesso pelo Dia Mundial de Diabetes.

Sentimo-nos gratificados pelas realizações ocorridas pelas orientações emanadas pela FENAD.

DEVER CUMPRIDO!

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho
Presidente ANAD – FENAD
Titular Endocrinologista Fac. Med. FMABC
Member IDF Task Force Insulin

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